Suzana Barreto | Estudos, Publicações e Esclarecimentos - Comentário sobre a matéria do programa Fantástico
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Comentário sobre a matéria do programa Fantástico

 

Comentário sobre a matéria veiculada no programa Fantástico da Rede Globo em 15/04/2012 intitulada: Substância usada em bioplastia pode ser prejudicial à saúde

Meu nome é Suzana Barretto Garcia Pereira, médica, CREMESP: 34543 e gostaria, primeiramente, de dar alguns esclarecimentos sobre o POLIMETILMETACRILATO (PMMA).

 

Utilizo este produto (é um correlato) como implante em pacientes desde 1996 e sou uma estudiosa no assunto.

 

O PMMA para implantes em seres humanos (para aumento de volumes) foi desenvolvido em 1986 pelo cirurgião plástico alemão Prof. Dr. Gottfried Lemperle, atualmente residente em San Diego, Califórnia, EUA, que possui a maioria dos trabalhos científicos sobre PMMA publicados no mundo.

 

Os implantes de PMMA são compostos por microesferas do mesmo (uma substância acrílica) que vem num veículo para poder ser injetado e são permanentes.

 

No Brasil até 2007 o produto podia ser manipulado em farmácias de manipulação, o que foi proibido (RESOLUÇÃO - RE Nº. 2732, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007 – ANVISA), quando passou a ser permitida sua utilização apenas por produtos fabricados em laboratórios autorizados pela ANVISA (atualmente temos tres fabricantes do produto).

 

Em todos estes anos auxilio os laboratórios na melhoria da qualidade do PMMA através de trabalhos científicos já publicados, microscopia eletrônica dos mesmos, estudos através de Ressonância Magnética e Histologia depois de implantados tanto em planos mais superficiais como em planos profundos (musculares), inclusive com a colaboração do Prof. Dr. G Lemperle, no intúito de tentar minimizar ao máximo as complicações que são, na sua maioria, formação de nódulos ou granulomas.

 

Devo ressaltar que possuo grande casuística de pacientes portadores do vírus HIV tratados com esse implante no quadro de LIPODISTROFIA facial e corporal, efeito colateral da utilização dos medicamentos antiretrovirais, tratamento este hoje também ministrado gratuitamente pelo SUS, inclusive tenho um livro publicado sobre a técnica (“LIPODISTROFIA” – Editora Santos – 2007)

 

Como sou estudiosa no assunto, recebo em minha Clínica várias complicações de implantes permanentes, na sua maioria “silicone industrial), implantados por pessoas não habilitados, com substâncias de uso proibido.

 

Na maioria dos trabalhos e estudos verificamos que os ERROS DE TÉCNICA DE IMPLANTAÇÃO (utilização de agulhas e não de microcânulas, volume e locais de implantação inadequados, sem cuidados com a correta assepsia, etc), PRODUTO INADEQUADO e PESSOA NÃO HABILITADA, são a grande maioria das causas de complicações como infecção, necrose ou migração.

 

A complicação mais frequente do PMMA é a formação de granuloma e edema tardio (1 caso para 5000 pacientes), que estão ligados ao tamanho e pureza das microesferas de PMMA, o que não era levado em consideração quando manipulados e que, hoje, os laboratórios autorizados têm se preocupado em observar esta especificação.

 

Gostaria de ressaltar que a venda do PMMA só é feita para médicos, dentistas e Centros de Saúde, portanto, de difícil acesso ao leigo para compra, o que já não ocorre com o “silicone industrial”.

 

A seguir, farei os comentários referentes à matéria do “Fantástico”:

 

A Bioplastia é uma técnica de implantação em planos profundos que foi desenvolvida no Brasil pelo Dr Almir Nácul, Cirurgião Plástico do Rio Grande do Sul, que utiliza o PMMA, com porcentagem de complicação <0,1%, quando bem indicada e corretamente realizada.

 

Considero a matéria tendenciosa pelos seguintes motivos:

 

“Foi começando a aparecer como se fosse uma queimadura de primeiro grau. Daí, eu fui para o hospital. A princípio, eles acharam que poderia ser celulite. Mas começou a necrosar”, conta Marina Menezes, de 20 anos”.

 

Comentário: Qual substância foi realmente injetada nesta paciente e por qual categoria de profissional? Houve infecção?

 

A certeza do produto injetado pode ser obtida através de biopsia ou, até, através da ressonância magnética, pois, no caso, consegue-se diferenciar quando for “silicone”. Se houve infecção, foi por erro de técnica ou produto contaminado, fato que pode ocorrer, inclusive, com implante de gordura. 


“Isso acontece porque o organismo não consegue absorver o PMMA. Ele entra como um gel e logo depois endurece. Ocorre uma reação inflamatória, e em muitos casos há necrose dos tecidos. O produto pode ainda migrar para outras áreas do corpo e provocar graves deformações.”

Comentário: O PMMA não “ENDURECE”, na verdade o veículo (gel) é absorvido e as microesferas de pmma são como um molde para a fabricação pelo próprio organismo de um tecido chamado conjuntivo.

 

A necrose pode ocorrer por contaminação, injeção em plano superficial, principalmente com utilização de agulhas.

 

Todos os trabalhos científicos já realizados comprovam que o PMMA NÃO MIGRA, porém isso já pode ocorrer, inclusive anos depois, com o SILICONE.

 

“Em média, a gente tem observado entre cinco a dez anos para alguma alteração acontecer”, conta a cirurgiã plástica Bárbara Machado.

 

Comentário: no caso do PMMA a alteração tardia é a formação de granulomas, como já foi explanado acima, no caso do “silicone” pode ocorrer migração ou deslocamento.

"Eu quase morri. Nos primeiros dias eram dores horríveis", conta uma das pacientes da enfermeira Fernanda Ouverney Valente, presa há duas semanas no Rio de Janeiro. Hoje, Fernanda está solta e responde por exercício ilegal da profissão e lesão corporal gravíssima.

A paciente ficou mais de um mês internada e perdeu 15 quilos, com uma forte infecção nas nádegas. Ela conta que chegou a ver o estado em que o corpo dela ficou. “Vi e fiquei desesperada”.

Comentário: Apesar de terem sido encontrados frascos de PMMA no local, financeiramente o valor cobrado não cobriria 1/3 do valor do pmma, estão sendo feitos estudos para constatar que foi utilizado “silicone” e que houve contaminação no local ou do produto, pois tres pacientes que fizeram os glúteos no mesmo dia apresentaram o mesmo quadro.

 

“Mulher: Eu colocaria aqui uns 350ml.
Mulher: “Fica em R$ 3,5 mil. Em umas duas horas eu te deixo com um bumbum bonito”, garante a mulher.”

Comentário: este valor não cobre 1/3 do preço de 350 ml de PMMA, portanto deve ser outra substância e pessoa não habilitada.

 

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não proíbe a utilização do PMMA. Já o Ministério da Saúde autoriza o uso pelo SUS somente em doentes com HIV, que sofrem com perda de gordura na face, um efeito colateral do tratamento. “

“Nestes casos, o PMMA pode ser usado para corrigir este problema e fazer com que a pessoa não abandone o tratamento, porque está vendo que sua face está se modificando”, explica Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, “

Comentário:esclarecimento: muitas pessoas, inclusive médicos, acreditam que o PMMA só é autorizado para tratamento de lipodistrofia em pacientes HIV+,   o que não é verdade. Gratuitamente, pelo SUS,   somente    estes pacientes têm acesso ao tratamento,   mas o PMMA é liberado pela anvisa para   “Plástica Reparadora”, podendo   ser utilizado normalmente para  as outras indicações no consultório.

 

“Não tem tratamento. Não há como retirar este produto. Estas pessoas vão ficar controlando essas crises com uso de corticosteróides, antinflamatórios e antibióticos. Não tem tratamento”, diz o cirurgião plástico Carlos Alberto Jaimovich.

Comentário: o produto não pode ser retirado totalmente, porém existem tratamentos para os nódulos ou granulomas.

 

“Mesmo assim, uma paciente ainda tem esperança de remover o PMMA dos seios. “Infiltrou nas partes mais profundas. É um horror. Hoje eu estou toda empedrada. Não consigo dormir de bruços. Não consigo levantar meus braços direito porque repuxa tudo”, descreve. “

Comentário: O implante de PMMA é totalmente CONTRAINDICADO EM MAMAS“.Foi, realmente, injetado PMMA ou foi “Silicone” (com comprovação)? Injetado por qual categoria de profissional?

 

Conclusão: Sou totalmente a favor de informar e conscientizar a população quanto a riscos e sequelas , principalmente quanto a procura por pessoas não habilitadas e produtos proibidos, pois as complicações que podem ocorrer devem ser explicadas pelo médico quando da consulta para qualquer procedimento, seja clínico ou cirurgico, mas, devido aos tópicos salientados acima, entendi que a matéria foi tendenciosa contra o produto POLIMETILMETACRILATO e a Bioplastia (tenho certeza que Dr Almir Nácul deve ter explanado muito mais do que o que foi editado), sendo que nenhum outro produto foi citado, principalmente o silicone que é amplamente utilizado por pessoas não habilitadas e causa muitas complicações e até óbito. Devo salientar que qualquer tipo procedimento de implante, seja gordura, implantes temporários ou definitivos são passíveis de complicações e intercorrências como em qualquer procedimento médico.

 

Coloco-me a inteira disposição para maiores esclarecimento dentro do meu conhecimento.

 

Atenciosamente,

 

Suzana Barretto Garcia Pereira

 

CRM SP 34543

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